quarta-feira, outubro 01, 2008

Republicanos


e Socialistas!!!!!!!

Soube pelo jornal "Público", que a jovem e distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 valores) com uma carreira de "dezenas de anos e larga experiência" foi contratada como ASSESSORA pelo Sr. Dr. Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência.

Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a uma vidinha um pouco mais desafogada, coitada.

O facto de ser filha do Sr. Ex-Presidente da República dos (não é das) Bananas que dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades. Nada! Juro pela saúde do Sr. Eng. Sócrates.

Ainda relativamente a esta família, soube-se há tempos que o filhote, logo depois de se ter formado, foi para CONSULTOR da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua grande experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá também toda a sua larga experiência ao serviço de todos nós.

O papá para não fugir à regra, depois de escavacar umas Centenas de Milhares de Euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e, para não fugir ao lema familiar, porá de novo, agora como ADMINISTRADOR da Gulbenkian, toda a sua vasta experiência ao serviço de todos nós.

Sacrificar-se por todos nós, não haja dúvida que é uma tradição, nesta famíla.

Tudo isto ACONTECE, por mero acaso, num sítio muito mal frequentado, onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês. Parece mentira?

MAIS UM ESQUEMA, ENTRE MUITOS, REVELADOS E DIVULGADOS APENAS VIA INTERNET, PORQUE AS TELEVISÕES DO PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR FORÇAS OCULTAS...

segunda-feira, setembro 22, 2008

Retratos



Parte I - A Generalidade

Nalguns, senão na maioria, dos SERVIÇOS PÚBLICOS, o "mau feitio" é tradição – já vem de longe e tende a piorar – faz parte das normas da casa dispensar o mínimo possível (não o necessário e suficiente) de atenção aos chatos dos utentes que buscam solução para os problemas pessoais nos serviços públicos, principalmente aos doentes, que pelo facto de se sentirem mal (ou, não se sentirem bem), se tornam ainda mais chatos para com os funcionários que estão ali apenas a cumprir o seu fado, melhor dizendo, fardo.

Pois claro, lidar com os contribuintes não é “pêra doce”. É preciso “rédea curta”, caso contrário os gajos abusam e às tantas começam a exigir um tratamento igual ao das outras pessoas, as que têm dinheiro, ou bons conhecimentos, que lhes permite usufruir de privilégios evidentemente, adequados ao seu “status” social.

"Ora aí está, o contribuinte vulgar, só tem que contribuir – é o seu papel principal - e mais nada!"

Parte II - A Entrada

Portanto, como ia dizendo, o “mau feitio” não é uma propriedade inata dos funcionários públicos requerida quando do concurso de admissão para o lugar. É mesmo assim como o nome diz, um feitio, (um formato) não uma forma de ser, mas de estar, muito (im)própria para atender os coitados que descontam, durante toda a vida, uma razoável percentagem do seu salário, para pagar os ordenados aos mal empregados e mal agradecidos (às vezes mal educados), que os vão atender, enquanto utentes, por exemplo, dos serviços de saúde pública.

Constata-se que, o tradicional método “mau feitio” dentro dos espaços do Serviço Nacional de Saúde, é como a gripe, um mal contagioso, que ataca logo à entrada do posto de saúde, o segurança da Portaria. O qual deixa entender claramente que só está ali para assegurar a segurança das instalações e não para segurar a porta e facilitar a entrada do utente. Por isso, ele pode ou não indicar o balcão ou o “guichet” onde o presumível doente “queixoso” se deve dirigir, para apresentar queixa de alegadas maleitas, enquanto o seu olhar do porteiro profissional, como um feixe de ultra-sons, inspecciona meticulosamente o candidato a doente, assim a modos que a inquirir silencioso,

«O que é que este quer daqui? Estará mesmo doente… ou vem só para chatear? Não se enganou na porta?»

Parte III - A Recepção

Uma vez flanqueada a portaria, o vírus da “má disposição”, passa facilmente ao ataque do pessoal do Balcão de inscrições para atendimento.

«Então o que é que o traz cá? Ah, sim, acha que está doente mas não sabe o que é que tem… ora bem, para já, tem que pagar a taxa moderadora! Para quê? Ora pois, como o próprio nome diz, é para moderar... o quê? Os impulsos! Os abusadores que têm a mania de recorrer aos serviços médicos do SNS sempre que desconfiam que estão doentes. Bem, vá lá…»

O Cartão de Utente. O Número de Contribuinte? Esse, não é preciso. Aqui, o que faz falta é o Número de Beneficiário (é verdade, tinha-me esquecido e convém realçar que, neste caso, o contribuinte queixoso é considerado um beneficiário – o que só piora as coisas, pois em princípio, quem que beneficia deve limitar-se a receber o que lhe quiserem dar e não se armar em “pobre e mal agradecido”- não tem direito a reclamar.

Umas dicas:
- é sempre bom ter a jeito o Cartão de Sócio do ACP, para chamar um reboque, na hipótese (bastante frequente) de o beneficiário vir a ser redireccionado para outro local de atendimento, geograficamente distante.
- e não é má ideia ter à vista, o Cartão de sócio do SLB - se possível com as quotas em dia. Não é ainda obrigatório, mas pode ajudar, dado que, é enorme a probabilidade de o candidato a doente vir a ser atendido por um funcionário, adepto do Benfica.

"Estima-se em cerca de 6 Milhões o número de adeptos e simpatizantes do Glorioso".

Parte IV - A Filtragem

Ultrapassada a grande barreira de burocracia instalada no ”guichet” de recepção, o insidioso vírus consegue contagiar até o dúbio personagem (doutor enfermeiro?) que actua na Sala de Triagem. Após (mais um) sucinto interrogatório, ele decide colar no peito do infeliz paciente, uma etiqueta verde, amarela ou laranja, que irá definir o grau (ia dizer, de urgência, mas não é) de morosidade com que o utente foi agraciado, de acordo com o critério de avaliação estipulado no conhecido Sistema de Triagem de Manchester - não sei se é do Manchester United, do Ronaldo, ou do Manchester City, só sei que, felizmente ou infelizmente, não é o famoso Sistema do Pinto da Costa... aquele de que toda a gente fala mas ninguém consegue definir em concreto.
Adiante, adiante...

Parte V - A Sentença

Muitas horas depois, a coisa (o “mal estar”) alcança finalmente o mais custoso, o clínico generalista, que se encontra preparado para cumprir à risca o seu papel de “inquisidor-mor” neste processo sumário de avaliação do estado de saúde do paciente-contribuinte-beneficiário. O tecnocrata da saúde pública, da bata branca e estetoscópio ao pescoço, que treinou durante seis anos ou mais, para avaliar e decidir se o beneficiário está ou não doente e se, por esse facto irá, ou não, beneficiar de,
  • - uma orientação (a prescrição médica) para tratamento semi-gratuito, inscrita numa espécie de decreto validado com código de barras, exarado numa espécie de escrita esotérica que só o técnico tradutor da Farmácia irá compreender;
  • - ou, de uma indicação para cirurgia, que nestes tempos (de socialismo em democracia) equivale mais ou menos a um requerimento de certidão de óbito, pois, a partir daqui, o beneficiário é despachado para o fim da lista à espera de vez - a Lista de Espera, para intervenção cirúrgica, que já conta com 250.000 candidatos/beneficiários/pacientes;
  • - ou, “in-extremis”, ser agraciado com um internamento para intervenção de urgência de alto risco, ou em alternativa, uma baixa de oito dias, para o beneficiário poder tratar das coisas para o funeral.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

no Alentejo


No Alentejo, um autocarro que transportava políticos chocou com uma árvore.
Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano que estava por ali, com uma pá na mão:

-O Sr. viu o que se passou?
-Vi sim senhor. O autocarro com os políticos espetou-se no chaparro.
-E onde estão os políticos?
-Enterrei-os.
-Todos? Mas não estava nenhum vivo?
-Alguns diziam que sim, mas o Sr. sabe como são os políticos...

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Nobel Patriotismo


O Nobel, José Saramago,
numa entrevista, disse acerca de
Santana Lopes,
"Espero que se explique às crianças como se chega a Primeiro-ministro sendo um imbecil."

Cavaco Silva,
"Se o encontrar, provavelmente não o cumprimento, porque ele era o chefe do Governo que censurou «O Evangelho Segundo Jesus Cristo»".

José Sócrates,
"Não é o sr. engenheiro que governa este país, porque em Portugal não há uma democracia, mas uma plutocracia - o governo dos ricos".

Durão Barroso,
"Não sinto qualquer espécie de orgulho por ele ser presidente da Comissão Europeia".

Obs.:
Será que o camarada nobel escritor já adquiriu a nacionalidade espanhola?
Ou, isto vem dar razão ao nosso (reizinho) D. Duarte Pio, que disse: "Saramago está completamente senil."

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Gatunos de Elite


Cientistas Americanos
inventaram uma máquina para apanhar gatunos.

  • Testaram-na em New York e em 5 minutos apanhou 1500 gatunos.
  • Em Londres, demorou 4 minutos a caçar 2400 amigos do alheio.
  • Levaram-na para a China e em 3 minutos apanhou 3500 ladrões.
  • Na África do Sul, em 2 minutos apenas, apanhou 6000 larápios.
  • Trouxeram-na para Portugal e NUM MINUTO, fanaram a "PUTA DA MÁQUINA"!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

os Sapatos


João e Maria estão lá pelos oitenta anos de idade. João comprou um par de
sapatos e chega a casa:
- Maria o que achas?
- Acho de quê?
- Não notas nada de diferente?
- Não...
João vai à casa de banho, tira a roupa toda e volta apenas com os sapatos
novos calçados.
- E agora? Já notas alguma coisa diferente?
- Não, o "coiso" continua pendurado para baixo, assim como estava ontem e
como estará amanhã!
- E SABES PORQUE É QUE ELE ESTÁ PENDURADO PARA BAIXO?
- Porquê?
- Porque ele está a olhar para os meus sapatos novos!
- Hum.. podias ter comprado um chapéu...

sábado, dezembro 08, 2007

Colares 1977


(Foto de Tília Koudela)


“Fui pressionada pela Aeronáutica para convencer as pessoas atingidas pelas luzes conhecidas por chupa-chupa de que elas estavam sendo vítimas de uma alucinação colectiva e que aquilo que elas viram nunca existiu”.

Quem afirma isso, após ler a reportagem publicada na edição de O LIBERAL sobre o fenômeno que mobilizou e apavorou as comunidades de Colares, Vigia, Santo Antonio do Tauá, Mosqueiro e Baía do Sol, no final de 1977 e primeiro trimestre de 1978, é a médica Wellaide Cecim Carvalho, que à época era a directora da Unidade Sanitária de Colares. Foi ela quem atendeu cerca de 80 pessoas atingidas pelas luzes misteriosas.

“Quem teve contato com as primeiras pessoas agredidas pelo fenómeno chupa-chupa fui eu. Apesar de na época ter 22 anos de idade e de ser extremamente céptica, comecei a perceber alterações inexplicáveis para a medicina. As queimaduras na pele das vítimas eram geralmente no pescoço e no hemitórax, acompanhadas de dois pequenos furos paralelos, como se fossem mordidinhas, mas que na realidade não eram”.

Doutora em saúde pública e psiquiatra, Wellaide Cecim observa que após 60 dias de ocorrências diárias, que ultrapassaram mais de 120 casos, ela começou a produzir relatórios para a coordenação da Secretaria Executiva de Saúde (Sespa). Foi aí que aconteceu algo que ela não esperava: foi proibida pela Sespa de admitir que algo de estranho tivesse acontecido.

Mas, por eu ser uma pessoa muito fiel àquilo que eu vejo e não àquilo que eu escuto, continuei falando, mesmo correndo o risco de ser demitida, porque na época não era concursada”.

As autoridades públicas não viram o fenomeno, mas mesmo que tivessem visto não acreditariam...
Nem sequer foram me visitar. Fui eu quem descobri que as pessoas atingidas pelas luzes perdiam hemácias. Sempre fui perfeccionista na minha profissão, desde aquela época. E quando observei que perdiam sangue, isso foi em função de uma pesquisa que eu fiz para saber porque as pessoas eram acometidas de extrema astenia, apatia e até inapetência, porque não podiam andar. Fiz inúmeros relatórios para o então secretário de Saúde na época.

Quem era o secretário de Saúde?

O dr. Manoel Ayres. E o meu superior imediato na Sespa era o dr. Luiz Flávio Figueiredo de Lima, que me proibiu que eu falasse, comentasse ou concordasse com a população. Só que, você sabe, qualquer pessoa, e não precisa ser médico para saber, uma queimadura só apresenta necrose da pele após 96 horas. Só que as queimaduras das vítimas das luzes apresentavam necrose da pele imediata, cinco minutos após o acontecido.

Qual a explicação para isso?

Aí é que é a história: eles (os seres que pilotavam os objetos luminosos) não poderiam ser russos, porque por mais avançada que fosse a tecnologia que os russos tivessem na época, ninguém seria capaz de produzir queimaduras num ser humano daquela forma.

Como psiquiatra, a sra. acredita que as pessoas foram vítimas de uma histeria coletiva?

Isso foi o que a Aeronáutica me solicitou a vida inteira para que eu dissesse. Não existiu histeria coletiva e muito menos alucinações visuais coletivas. A psiquiatria prova que não. Você pode ter problemas místicos coletivos nos quais as pessoas se suicidam em massa. Mas ninguém pode ter o mesmo delírio, a mesma alucinação visual, auditiva ou senestésica, ao mesmo tempo e em locais diferentes.

Quem pediu que a Aeronáutica investigasse o caso?

Já que ninguém me socorria, pelo contrário, pediam que eu me calasse, o prefeito de Colares na época, Alfredo Ribeiro Bastos, foi quem solicitou a presença da Aeronáutica. Veio do Paraná o presidente da Sociedade Paranaense de Ufologia, o biomédico, ufólogo e filósofo Daniel Rebisso Giese, com que escrevemos em parceria o primeiro livro sobre o assunto “Vampiros e Extraterrestres na Amazônia”. Quem também pediu ajuda foi o padre de Colares, que também era médico otorrinolaringologista, Alfredo de La Ó, já falecido.

O que mais a magoou nesse caso?

Foi o fato de com 22 anos e ser diretora da Unidade Sanitária, ter pessoas na minha frente que precisavam ser pesquisadas, para se saber porque estavam inapetentes e porque não conseguiam andar ou falar. Procurar no arquivo os últimos exames realizados de hemograma e comparar com o atual, para descobrir que eles estavam com baixíssimas taxas de hemácias e baixíssimas taxas de hemoglobina. A característica é que nenhum objeto pode causar necrose de pele por queimadura tão imediata. O terceiro fator é a alopécia, que é a queda definitiva e a impossibilidade de nascimento de pelos por toda a vida. As pessoas atingidas nunca mais tiveram pelos nascidos no local das queimaduras.

Quando a Aeronáutica apareceu na região?

Só depois de 90 dias do nossos pedidos, quando Colares estava assustada e esvaziada, que a Aeronáutica deu o ar de sua graça. E como vivíamos numa época de ditadura, eles sempre me chamavam diariamente, para que eu convencesse a comunidade de que eles estariam sofrendo alucinação coletiva, mas eu me recusava.

Diante dessa pressão dos militares do serviço secreto da Aeronáutica, o que a senhora fez?

Eu me recusei a fazer isso. E sempre questionei a eles que os desobedeceria. Eu discordo quando eles dizem no relatório que eu temia ser ridicularizada. Eu não me importo com isso. Já dei entrevista à TV Liberal, à TV Cultura, a emissoras de televisão dos Estados Unidos e da Europa, mesmo à época sendo funcionária da Sespa ainda não concursada. Apesar de cética, o que eu vi tenho certeza absoluta de que foi verdadeiro. Não sei o que é, mas que é verdade, é.

A sra. também viu os seres do espaço, assim como o capitão Uyrangê Hollanda, que chefiava a investigação pela Aeronáutica?

Eu vi, às cinco horas da tarde, uma nave a 50 metros de altura, em plena rua principal de Colares. E dentro dessa nave havia um ser com 1,20 a 1,30 metro. Isso aconteceu na hora em que eu me deslocava para a Unidade Sanitária para atender uma criança que tinha quebrado a clavícula e eu ia fazer a imobilização. Fiquei totalmente à mercê deles (seres), porque estavam tão baixo que eu via o brilho do metal do Ovni, que não tinha a forma discóide, mas de um cone ou de um cilindro. O trajeto dela era elíptica. Às cinco horas da tarde você não pode ser enganado pela visão. Pode até delirar ou alucinar, mas antes de mim, quantos teriam alucinado ou delirado.

Alguém morreu após ser sugado pelas luzes dos OVNIs?

Duas pessoas que eu transportei para o Hospital dos Servidores, em Belém, morreram. Eu as trouxe no meu carro. Só que quando foi fornecida a declaração de óbito, eles colocaram “causa desconhecida”, mesmo com as queimaduras, os orifícios, os exames comparativos. Ou seja, é muito fácil neste país você se esconder.

“Operação Prato” colectou depoimentos daqueles que avistaram as luzes:

Pescadores, trabalhadores rurais, pessoas humildes, comuns, atingidas pelas luzes foram entrevistadas pelos militares da Aeronáutica entre novembro de 1977 e primeiro trimestre de 1978. O que elas narraram faz parte do relatório da “Operação Prato”, documento da Aeronáutica assinado pelo capitão Uyrangê Hollanda e cujo conteúdo foi obtido por O LIBERAL.

“Adelaide Pereira da Silva, 37 anos, analfabeta. Local: Colares, às 21 horas do dia 16 de outubro de 1977. Percebeu que o quarto de sua residência foi iluminado por uma luminosidade avermelhada que se espelhava por todo o interior da residência.

Estando com as portas e janelas fechadas, entreabriu a janela e avistou um corpo luminoso de coloração azul muito forte que se movimentava lentamente pouco acima das árvores (30m) próximas; que sentiu dor intensa nos olhos e amortecimento em todo o corpo, permanecendo esta sensação durante vários dias."

“Maria Celeste Pereira da Silva, 20 anos, alfabetizada. Sua visão do ovni ocorreu no dia 18 de outubro de 1977, às 22 horas. No mesmo instante em que sua mãe Adelaide percebeu a luminosidade que invadiu o interior de sua residência, sentiu dor intensa por todo o corpo, como se fosse fortemente comprimida; um amortecimento a partir dos pés, calor intenso difuso desde o ombro direito até a cabeça. Julga ter sido atingida diretamente no lado direito do corpo por um foco de luz de cor avermelhada."

“Maria Francisca Furtado, 30 anos, instrução primária. narrou que no dia 18 de outubro de 1977, por volta das 21h30, presenciou o seguinte fato: reside um pouco afastada da localidade conhecida por Vila Nova do Ubintuba. Com a grande incidência dos aparecimentos da luz deslocam-se ela e seu companheiro diariamente para a residência do sr. Miguel Arcângelo Soares, onde dormem várias famílias."

“Naquela dia, ela foi atingida pelo foco da luz, tendo ficado semi-paralisada; ao ser atingida, sentiu uma espécie de choque elétrico, inicialmente seus pés aqueceram e um tremor tomou conta de seu corpo a partir dos pés até a cabeça, com amortecimento no lado direito do corpo. Esta sensação perdurou por uma hora, sobrevindo dor de cabeça e fervidão. Não foi para o exterior da residência, em conseqüência não viu o “aparelho”". (C. M.)

Homens e mulheres dizem que sentiram os mesmos sintomas após visão de objeto.

O agricultor Abel Soares Trindade, de 28 anos, estava no interior de sua residência, ouvindo rádio, quando por volta das 21h30 do dia 14 de setembro de 1977 percebeu uma luminosidade azulada que se infiltrava através da cumeeira da casa. Ele ficou semi-paralisado, sentindo como se sua cabeça aumentasse de volume; gritou por socorro após muito esforço, pois sua voz não saía da garganta. Passou após o incidente vários dias com dor de cabeça e rouco. Idênticos sintomas foram narrados por América Silva Soares, 23 anos, mulher de Abel.

Outro depoimento foi o de Raimundo Nonato Barbosa, o “Birro”, 48 anos. Contou que voltava para sua residência pela capoeira, quando ao se aproximar da residência de um amigo, sentiu como se perdesse as forças. Os sapatos que trazia em uma das mãos caiu no chão, juntou-os e continuou a caminhar. Os sapatos voltaram a cair.

Quando abaixou-se para juntar os sapatos novamente, olhou por sobre o ombro e observou um objeto iluminado, de forma circular “como uma arraia”, com 1,50 metro, aproximadamente, deslocando-se a baixa altura - entre cinco a dez metros sobre o solo.

O objeto emitia um foco de luz dirigido - como uma lanterna - de cor azul muito intensa, em sua direção. Muito assustado, Raimundo “Birro” reuniu suas forças e conseguiu correr até a casa do amigo, gritando por socorro.

Na corrida, ao olhar para trás, percebeu que o “objeto” movimentava-se para o alto entre as árvores, deixando atrás de si uma esteira de faíscas luminosas multicoloridas. Queixa-se de tremor no corpo, dor de cabeça e entorpecimento da região atingida pelo foco.

Não foi observado sintoma de queimaduras. Desenhou no chão a forma do objeto representando a “esteira luminosa” por três linhas estas dispostas entre si em ângulo de 20 graus com pequenos círculos ligados às linhas, que disse serem como luzes diversas de cores. Não foi capaz de passar para o papel. (C. M.)

Cinco pescadores contaram aos militares que avistaram dois seres dentro de nave

Um suposto contato imediato de primeiro grau entre cinco pescadores de Colares e uma nave que seria pilotada por seres extraterrenos teria ocorrido no dia 12 de outubro de 1977, às 23h30. No depoimento prestado aos militares da Aeronáutica durante a “Operação Prato”, o agricultor Manoel Espírito Santo, 20 anos, instrução primária, contou como tudo aconteceu.

Ele disse que se encontrava em frente a sua residência juntamente com seus amigos Júlio, Paulo, Deca e Carlito, quando percebeu uma luz amarela que se deslocava no sentido nascente-poente, diminuindo a velocidade e quase parando a cerca de 20 metros do grupo. Manoel afirma ter percebido que a “luz” era tripulada por dois indivíduos de aparência humana, sendo que o “homem” ocupava o lado esquerdo e a mulher o lado direito do “aparelho”.

Ambos portavam nos olhos algo semelhante a óculos e equipamento de comunicação; o indivíduo da esquerda levou as mãos aos “óculos” como se observasse mais atentamente ao grupo de pessoas; no mesmo instante o outro, através de um tubo existente na lateral, dirigiu um feixe luminoso de cor vermelha em direção ao grupo.

Ao ser atingido pelo foco, Manoel sentiu um forte abalo, como se tivesse sofrido um choque elétrico. A sensação subiu dos pés até a cabeça. Ocorreu em seguida a paralisação de seus membros inferiores e superiores e semi-inconsciência.

O aparelho afastou-se gradativamente aumentando a velocidade. Manoel voltou a movimentar-se, embora ainda estivesse se sentindo entorpecido durante alguns minutos.

À distância, segundo Manoel, o “aparelho” assemelhava-se a uma estrela de cor amarelo-avermelhada; trocava a cor do amarelo claro para o vermelho, quando mais próximo, observou uma luminosidade azulada na parte frontal superior. Ele tinha a forma cilíndrica de um barril, com um tubo de menor diâmetro, avermelhado, a sua frente e um outro mais fino na lateral, a 45 graus, de onde era emitido o feixe de luz azulada. Tamanho aparente de 1,20 a 1,40 metro, dava idéia de transparência - parte luminosa azulada -, com uma divisão entre seus tripulantes. (C. M.)

Entrevista do repórter Carlos Mendes para o Jornal "O Liberal".

terça-feira, março 27, 2007

Post Referendo


A minha vizinha está grávida de dois meses e vai fazer um aborto.
Graças à vitória do Sim no referendo sobre a IVG, ela vai poder recorrer aos serviços de um hospital público para abortar, pois trata-se de uma gravidez não desejada.
Justificação:

A coisa resultou de um lamentável incidente - a pobre mulher tomou, por engano, aspirinas em vez de pílulas anticoncepcionais.
A culpa foi das cataratas, em estado avançado, que lhe dificultam a visão.
Tudo isto porque ela está, há dois anos, em Lista de Espera, para uma intervenção cirúrgica em Oftalmologia, a fim de remover as cataratas.
Pois!!!
Então não era mais barato, mais simples, menos doloroso, ela ter sido operada às cataratas em tempo útil?
Porreiro!!!
A vizinha, (não há lista de espera para IVG?) vai fazer já o aborto, mas… vai continuar em lista de espera para ser operada às cataratas.
Ora bem, como se diz no Porto, carago! A mulherzinha vai voltar a trocar as pílulas por aspirinas e mais dia, menos dia, está grávida outra vez.

Como é? - O Pobinho anda a financiar o SNS para fazer abortos?

segunda-feira, março 26, 2007

Uma surpresa


Bem que eu avisei!!!
Eu desconfiava que a coisa ia dar merda.
Os donos da nossa (RTP) Rádio e Televisão Pública, esbanjaram um balúrdio de massa (do nosso IRS, do nosso IVA) a fazer um programa para quê?
Saiu-lhes o tiro pela culatra, levaram com a trampa no focinho.
Agora, limpam-se:

- hoje, caladinhos que nem ratos, não se viu nem uma notícia acerca do resultado da eleição/votação nacional de ontem à noite na Rádio e Televisão do Povo.

sexta-feira, março 23, 2007

Para maiores de 66



Um bordel de Colónia (Alemanha), faz desconto de 50%, aos clientes com mais de 66 anos, em sessões de sexo durante a tarde, esperando com isso capitalizar, devido ao número crescente de reformados.

Tudo o que os clientes precisam fazer é mostrar a identificação para comprovar a idade, diz o Sr. Lobscheid, gerente do bordel, que acrescenta:

Uma sessão normal custa 50 euros, mas agora financiamos metade desse valor aos nossos clientes mais idosos. Não ganhamos muito dinheiro com isso, mas associamos o nosso nome a uma ampla faixa etária.

A ideia, depois de testada uma vez por semana, vai passar a ser aplicada todos os dias entre o meio-dia e as 5 da tarde, pois tem havido bastante clientela. E mais pessoas com certeza vão aproveitar a oferta.

"Os idosos são muito mais activos do que se imagina", sublinha o site oficial do PASCHA, cujo mote é:
Aqui, a vida começa aos 66!


Obs.:

Parece que se pensa aplicar o sistema em Lisboa, talvez aqui no velho ANIMATOGRAFO DO ROSSIO, que já foi "Cinema Arco Bandeira".

Mas atenção, aqui o desconto não é acumulável com o de Sócio do ACP nem com o do Cartão Jovem.
Também não se aceitam pagamentos com Visa nem MasterCard, somente com o American Express.

Para IRAQUI

VER MAIS
Pois, era para ir aqui, ver (e ouvir) isto,
logo à noite, ao Cinema S. Jorge, mas não posso.

terça-feira, março 20, 2007

Espelho meu


A Branca de Neve, a Bruxa Má e o Pinóquio encontram-se na floresta.

- Sou a mais linda do mundo! - Diz a Branca de Neve.
- Sou a mais beruxa do mundo! - Diz a Bruxa.
- Sou o maior mentiroso do mundo! - Diz o Pinóquio.

Então, entram um de cada vez, na grande caverna, para consultarem o Sábio da Floresta, possuidor do famoso ESPELHO MÁGICO DA VERDADE.

Branca de Neve, entra e sai muito feliz:
- Sou mesmo a mais bela do Mundo!

Bruxa Má, entra depois e sai toda sorridente:
- Sou mesmo a mais bera do Mundo!

Pinóquio, entra por fim e sai enfurecido, perguntando:
- Foda-se! Mas quem será o Sócrates!!?

sexta-feira, março 02, 2007

Desanimado


Alguma coisa não está bem no Blog do Pessoal.
Parece que há uma falha qualquer naquele sítio da Porcalhota.
Algo de fundamental, está em falta.
O ânimo!!! Para onde foi? Que se passa?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

a Maozinha


Aqui está ela, a minha mãozinha, no Blog do Kim.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Vociferar


Vociferar - é um palavrão do caraças, não é?
Praguejar;
Clamar;
Bradar;
Apostrofar - esta também é forte, não é?
Exclamar;
Gritar;
Baldoar - nunca tinha ouvido, mas é o mesmo!
descompor;
injuriar;
enxovalhar - esta é uma acção portuguesíssima.
provocar;
ultrajar;
vituperar - incluindo esta, vale tudo aqui.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Ordinarices


por, Miguel Esteves Cardoso


Palavrões

Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho!
Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com caracter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante.
Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a nova CBR900, "não lembra ao caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.
Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias.


Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espirito como um tranquilo "Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos.
Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um "chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.

Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e "escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente ínequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas".

Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar o pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.

Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso."

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Conselho de Poeta



AMIGO:

Quando os olhos cansam,
as pernas dançam
as peles crescem,
os colhões descem,
o nariz só pinga
e a picha minga...
deixa-te de basófias,
que a missão está finda.

POR ISSO SEGUE ESTE CONSELHO:

Aos 20 anos casado,
não te faltando energia,
podes dar, atesoado,
duas fodinhas por dia.

E aos 25, com gana
e robustez natural,
dando 7 por semana,
não te deve fazer mal.

Mas aos 30 tem cuidado
e vai poupando a tesão,
fode na cama, deitado,
só dia sim, dia não.

E aos 35 pensa
que deves ser mais prudente,
passa a foder por avença,
fode bi-semanalmente.

E aos 40 já não
deves meter-te em folias:
para não perderes a tesão,
fode de 8 em 8 dias.

Aos 50 marca passo,
embora te cause pena,
e fode mais a compasso,
uma só vez por quinzena.

E aos 60 é rara a vez
em que se apruma o cacete,
dá uma foda por mês
alternada com minete.

E aos 70, toma tacto!
Não penses mais em mulheres!
Corta a picha, dá ao gato,
ou leva no cu, se quiseres.

(apócrifo de António Aleixo)

segunda-feira, abril 24, 2006

Gaivotas em Terra

Os Fundos
[Conversa de gaivotas em terra]

G1: Eh pá, daqui de cima, tu consegues ver o fundo?
G2: Qual fundo? Dizem que o mar não tem fundo!
G1: Qual quê? Isso eram parvoíces, inventadas pelos antigos argonautas Portugueses, para meter medo à concorrência de "nuestros hermanos" do reino de Castela.
G2: Queres dizer, isso são águas passadas. Mas olha que agora estes mangas do Governo, andam aí com umas ideias novas, em relação aos Fundos...
G1: Quê?! Calhando vão investir na Bolsa, aplicar as nossas poupanças em Fundos de Investimento?
G2: Era bom, era. Até podiam ganhar algum para melhorar um bocadinho as coisas por cá. Mas não. Eles vão aplicar os Fundos na compra de Submarinos.
G1: Ahh!!! Bem visto, gastar os Fundos a descobrir os Fundos. Ficamos sem Fundos na Tesouraria, mas ganhamos os Fundos do mar.
G2: Pois, pois, um dia isto vai mas é tudo ao Fundo; eles não descansam enquanto não virem o Fundo ao Saco.
G1: Por isso ontem o Miguel Cadilhe, estava zangado. Dizia o gajo - "O balúrdio que vão gastar em Submarinos (Submarinos!!! Para que servem os Submarinos?) dava para fazer uma Reforma de Fundo na Justiça".
G2: Pois, é, filhos da p... ou como diz o velhe adágio Algarvie - "Quem tem filhes tem Cadilhes".

sexta-feira, março 17, 2006

fundamenta lista


O cerco
Já faltou mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos.
Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados:
sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d'alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei:
a natureza, a liberdade e o bom senso.
Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos:
os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese:
que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso;
enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «toxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar.
Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas:
estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.
Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância:
um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da lliberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto:
a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!
A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo:
tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres.
A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais:
é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?
Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença:
seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não. É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus.
Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância.

(Miguel Sousa Tavares no "Expresso" de 4 de Fevereiro de 2006)

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Grupo SONAE-PT

CÓDIGO DO TRABALHO - ACORDO COLECTIVO DA PT-SONAE

INDUMENTÁRIA

Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu Salário, e seguindo as tendências da moda “à la PT-SONAE”.

a) Se o empregado usar uns ténis Adidas de 100€ ou uma bolsa Gucci de 150€, presume-se que está muito bem de finanças e portanto, não precisa de aumento.

b) Se ele se vestir de forma pobre, será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro para que possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento. Em alternativa poderá sempre ditrigir-se a uma das grandes superfícies do Grupo PT-SONAE – MODELO Bonjour & CONTINENTE – e aproveitar as sobras, após reposição nos escaparates e expositores.

c) Se ele se vestir no meio-termo, estará perfeito e portanto, não precisa de aumento. E muito menos de andar a passear nas grandes superfícies, pois dá mau exemplo aos restantes colegas!

AUSÊNCIA POR DOENÇA

Não vamos mais aceitar uma declaração do médico como prova de doença. Se o funcionário PT-SONAE tem condições para ir até ao consultório médico também tem condições para vir trabalhar.

NOTA: As cirurgias são proibidas.
Enquanto o funcionário PT-SONAE trabalhar neste Grupo, precisará de todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em tirar nada. Nós contratámo-lo inteiro. Remover algo constitui quebra de contrato.

AUSÊNCIAS DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS

Cada funcionário PT-SONAE receberá 104 dias para tratar de assuntos pessoais, em cada ano. Chamam-se Sábados e Domingos.

FÉRIAS

Todos os funcionários PT-SONAE têm direito a gozar ainda mais 12 dias de férias, nos seguintes dias de cada ano:

1 de Janeiro, Dia de Páscoa, 25 de Abril
1 de Maio, 10 de Junho, 15 de Agosto
5 de Outubro, 1 de Novembro, 1, 8 e 25 de Dezembro.

AUSÊNCIA POR FALECIMENTO DE ENTE QUERIDO

Esta não é uma justificação para perder um dia de trabalho. Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas de trabalho falecidos. Todo o esforço deverá ser empenhado para que os não-funcionários do Grupo PT-SONAE cuidem dos detalhes.

Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário PT-SONAE é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde, após o expediente. No entanto, teremos prazer em autorizar que o funcionário PT-SONAE trabalhe durante o horário do almoço e, permitir que se ausente uma hora antes do términus do expediente, para assistir às exéquias.

No caso de ter que voltar ao seu local de trabalho para terminar qualquer tarefa inadiável, o funcionário PT-SONAE deverá deixar à porta qualquer manifestação mais emotiva.

AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE

Isto será aceite como desculpa.
Entretanto, exigimos pelo menos 15 dias de aviso prévio, visto que cabe ao funcionário PT-SONAE treinar o seu substituto.

O USO DO WC

Os funcionários PT-SONAE não podem passar tempo demais na casa de banho.

Assim, e na sequência da reestruturação do Grupo PT-SONAE, dado o evidente aumento de recursos humanos, somos obrigados a optar por um sistema de ordem alfabética, ou seja, todos os funcionários cujos nomes começam com a letra 'A' irão ao WC entre as 9:00 e 9:20; letra 'B' entre 9:20 e 9:40, etc. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, na próxima volta, isto é, após a letra Z!

Em caso de emergência, os funcionários PT-SONAE poderão trocar o seu horário com um colega. Ambos os chefes dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito.

Adicionalmente, e devido à fase que o Grupo PT-SONAE atravessa, (nomeadamente para os novatos da PT, deslumbrados com as regras da casa) há um limite estritamente máximo de 3 minutos na sanita. Acabando esses 3 minutos, um alarme tocará, o rolo de papel higiénico será recolhido, a porta da sanita abrir-se-á e uma foto será tirada. Se for repetente, a foto será afixada no quadro de avisos e Intranet do Serviço com o título Infractor Crónico.

A HORA DO ALMOÇO

a) Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis.

b) As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano.

c) Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo o que precisam para tomar uma salada e um moderador de apetite.

Muito obrigado pela sua fidelidade ao Grupo PT-SONAE. Estamos aqui para proporcionar uma experiência laboral positiva. Portanto, todas as dúvidas, comentários, preocupações, reclamações, frustrações, irritações, desagravos, insinuações, alegações, acusações, observações, consternações e quaisquer outras matérias semelhantes, deverão ser objecto de conversa apenas e só nos vossos lares, junto da respectiva família, para animar o vosso final de dia!!!

Bem vindo ao novo Grupo PT-SONAE.
A Administração.